Foi com muita alegria que iniciamos mais uma vivência literária por aqui. A partir da narrativa do livro Pedro Vira Porco-Espinho, as crianças acompanharam a história de um jeito muito especial: quem conduziu a leitura foi uma colega do grupo. Esse momento simples, mas poderoso, fortaleceu a escuta atenta, a participação espontânea e o sentimento de pertencimento, afinal, todos se viram representados ali – tanto na história quanto naquele que a contava.
Depois de viajarmos com as palavras, fomos explorar o lado de fora. O grupo se espalhou pela área externa e pelo espaço verde da instituição, onde a natureza virou parceira de criação. Com recursos naturais como folhas, gravetos, pedrinhas e terra, além de materiais não estruturados – aqueles que não têm uma função única, como caixas, retalhos ou barbantes –, cada criança criou sua própria representação do porco-espinho. Alguns fizeram espinhos com galhos secos, outros usaram sementes ou desenharam na areia. Não havia um modelo certo, havia a liberdade de expressar.
Essa proposta não foi apenas divertida; ela abriu portas para a experimentação, o pensamento criativo e a descoberta dos elementos da natureza. As crianças ampliaram suas formas de expressão ao transformar o que encontraram no chão em arte, personagem e narrativa. Cada folha colocada no lugar certo era um novo espinho, cada graveto era um pedacinho do Pedro.
E para que nenhuma descoberta ficasse esquecida, todas as produções foram expostas na sala de referência. Ali, penduradas ou apoiadas em cantinhos especiais, as obras ganharam um novo sentido: passaram a contar, para todos que entram na sala, o percurso de descobertas e aprendizagens que construímos juntos ao longo da semana. Valorizamos o processo, não só o resultado final, e tornamos visível o quanto cada criança cresceu ao criar, errar, refazer e se orgulhar.





