Nesta vivência, oferecemos aos bebês dois legumes aparentemente comuns: chuchu e cenoura. Mas, para quem está descobrindo o mundo, não há nada comum. Há peso, forma, temperatura, aspereza, maciez, cheiro – e, talvez gosto.
Para tornar o momento ainda mais significativo, apresentamos o livro Na cozinha com a vovó, de Ana Maria de Andrade. Enquanto folheávamos as páginas, conectamos as imagens com os legumes reais: “Olha! Aqui tem cenoura no livro, igual a essa que você está segurando!”
A história deu contexto, ampliou o interesse e transformou a exploração em uma pequena grande pesquisa:
A cenoura é lisa? Tem listras? Ela rola?
O chuchu é mais pesado? Faz barulho se bater no chão?
Cada gesto – olhar, pegar, passar de uma mão para a outra, levar à boca – é um passo na construção do conhecimento.
Respeitamos o tempo de cada bebê: alguns quiseram apenas observar de longe; outros, amassar, lamber, até tentar raspar com os dentinhos. Todos aprenderam do seu jeito.
O contato com alimentos reais fortalece o vínculo com o mundo concreto, a autonomia para decidir como explorar e a curiosidade que nunca se esgota.
A cozinha da vovó pode estar longe, mas a investigação cabe bem aqui, na mão de um bebê.
“Seu (a) bebê já explorou cenoura ou chuchu em casa? O que ele (a) fez primeiro: olhou, apertou, levou à boca ou jogou longe?
Conta pra gente – cada descoberta é única!”










